Pré-candidato ao Senado afirma que o medo virou rotina do brasileiro e defende mudanças profundas na legislação para garantir que criminosos cumpram integralmente suas condenações.
O pré-candidato ao Senado Federal e ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), fez duras críticas à atual legislação penal do país e defendeu um rigoroso endurecimento das punições como caminho para conter a escalada da violência. Em entrevista à Jovem Pan Cuiabá, Mendes apontou a sensação de impunidade como a principal combustível para a criminalidade no Brasil.
Para o político, o principal gargalo da segurança pública está no Código Penal Brasileiro, datado de 1940. Segundo ele, as atualizações feitas ao longo das últimas décadas não acompanharam a evolução dos crimes, criando um cenário onde a punição já não serve como elemento inibidor.
“Hoje o cara vai lá, mata, pega 12 anos, 15 anos, cumpre um sexto da pena, passa dois, três anos na cadeia e sai. Quem é condenado a até nove anos já começa no semiaberto, então ele não tem medo de cometer crimes. Nós temos que mudar isso”, afirmou.
Desigualdade diante do medo e “subversão de valores”
Mendes ressaltou que a falta de rigor da lei fez com que a insegurança se tornasse parte da rotina dos cidadãos, gerando uma desigualdade direta no combate ao crime. Ele destacou que famílias com maior poder aquisitivo conseguem erguer barreiras físicas — como carros blindados, cercas elétricas e câmeras —, enquanto a população de menor renda permanece totalmente exposta à violência diária.
O pré-candidato também criticou a atuação da Justiça e a falta de amparo para os familiares das vítimas de crimes violentos, alegando uma inversão de prioridades no debate nacional sobre Direitos Humanos.
- Foco no criminoso: Crítica ao surgimento de instituições e ONGs focadas na proteção do apenado em detrimento das vítimas.
- Limitação policial: Apontamento de que as forças policiais cumprem o papel de prender, mas as brechas legais forçam a soltura rápida.
- Subversão moral: Ausência de redes formais de apoio e assistência às famílias impactadas por homicídios.
Exemplos internacionais e o resgate da punição
Para fundamentar a necessidade de uma reforma profunda, o ex-governador citou modelos internacionais de segurança pública. Ele relembrou que nações consideradas referências globais de baixos índices de criminalidade já adotaram em algum momento histórico legislações severas, como a prisão perpétua ou a pena de morte, para consolidar uma cultura de respeito à lei.
Com dados de mais de 40 mil homicídios registrados anualmente no Brasil, Mendes concluiu que o restabelecimento do medo de ser punido é a única via para desincentivar o crime.
“Essa impunidade levou a tudo isso. Nós temos que mudar profundamente o Código Penal para restabelecer o medo da punição. A pessoa tem que pensar duas vezes antes de cometer um crime e saber que vai pagar pelo que fez”, finalizou.
Da Assessoria

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