Governador afirma que pediu ao comando do Republicanos para retirar o Estado das negociações com o PL e sustenta que a disputa pelo Palácio Paiaguás deve ser decidida pelas lideranças mato-grossenses.
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) revelou que solicitou à direção nacional do partido a retirada de Mato Grosso das negociações envolvendo uma possível aliança com o PL em torno da candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Segundo ele, a sucessão estadual não deve servir como moeda de troca em acordos firmados no cenário nacional.
Nas últimas semanas, reportagens da imprensa nacional indicaram que o Republicanos avaliava condicionar o apoio ao projeto presidencial de Flávio Bolsonaro à desistência do senador Wellington Fagundes (PL) da disputa pelo Governo de Mato Grosso em 2026.
Além de Mato Grosso, o cenário político de Roraima também vinha sendo apontado como um dos principais obstáculos para a consolidação de uma aliança entre Republicanos e PL. Nos bastidores, a ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, é mencionada como possível candidata à Vice-Presidência em uma eventual chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro.
Pivetta afirmou que conversou diretamente com o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, para defender que Mato Grosso fosse retirado das tratativas.
“Faz mais ou menos 15 dias que fiz uma conversa telefônica com o nosso presidente e o liberei desse compromisso. Falei que não tinha necessidade nenhuma de ele usar Mato Grosso e perder energia com isso”, declarou o governador.
De acordo com Pivetta, a definição sobre quem disputará o comando do Executivo estadual deve permanecer sob responsabilidade das lideranças políticas locais, sem interferência das negociações realizadas em Brasília.
“Aqui, resolvemos o nosso problema nós mesmos. Queremos o apoio de todos os eleitores de Mato Grosso. Nacionalmente eu defendo a liberação do partido”, afirmou.
Apesar da solicitação feita à executiva nacional do Republicanos, o governador reconheceu que não acompanha diretamente o andamento das negociações e disse desconhecer se o Estado foi oficialmente retirado das conversas entre as duas legendas.
“Eu não sei se Mato Grosso ficou de fora da negociação. Não sei porque essa negociação quem está conduzindo é o presidente. Não tenho notícias recentes”, concluiu.
Da Redação CPANEWS / Política

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