A corrida por uma das 24 cadeiras na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ganha novos contornos com a divulgação do mais recente levantamento do Instituto Data Index. Por se tratar de uma pesquisa espontânea, onde o eleitor cita o nome de sua preferência sem uma lista prévia, os dados revelam quem realmente está consolidado na memória do eleitorado mato-grossense neste início de disputa.
No topo da lista, o deputado Max Russi lidera com 3,14% das intenções de voto, seguido de perto por Eduardo Botelho (MDB) com 1,94% e Lúdio Cabral (PT) com 1,88%. Embora os veteranos e nomes tradicionais dominem as primeiras posições, o verdadeiro fiel da balança continua sendo o contingente de indecisos: expressivos 30,09% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar, abrindo uma enorme avenida de disputa para os próximos meses.
O Cenário Geral: Intenções de Voto para Deputado Estadual
O pelotão intermediário mostra um cenário de equilíbrio técnico acirrado, fragmentado entre diferentes forças partidárias:
- 1,70% a 1,82%: Beto Dois a Um (Podemos), Dilmar Dal Bosco (União) e Gilberto Cattani (PL).
- 1,64%: Dr. João (MDB) e Thiago Silva (MDB).
- 1,58%: Nininho (Republicanos), Júlio Campos (União) e Sebastião Rezende (União).
- 1,25% a 1,52%: Léo Bortolin (MDB), Paulo Araújo (Republicanos), Valmir Moretto (Republicanos), Juca do Guaraná (PSDB), Valdir Barranco (PT), Diego Guimarães (Republicanos), Carlos Avallone (PSDB) e Dr. Eugênio (Republicanos).
- 1,06% a 1,18%: Samantha Iris (PL), Alan Porto (Republicanos), Ari Lafin (Republicanos), Zé do Pátio (PV), Alessandra Ferreira (Podemos), Jéssica Riva (MDB) e Fábio Tardin (Podemos).
Demais nomes citados não alcançaram 1% das intenções de voto.
A Força das Novidades: Destaque para a Educação e Gestão Municipal
Além dos nomes tradicionais, a pesquisa Data Index acende o sinal amarelo para os veteranos ao registrar a ascensão de figuras consideradas “novidades” no cenário estadual. Entre elas, destacam-se o ex-presidente da AMM, Léo Bortolin (1,52%), e a vereadora por Cuiabá, Samantha Iris (1,18%).
No entanto, um dos desempenhos mais sintomáticos dessa nova safra de postulantes é o de Alan Porto (Republicanos), que aparece pontuando com 1,12%.
O Legado Técnico de Alan Porto como Trunfo Eleitoral
Diferente de candidatos que herdam capital político familiar ou regional, o ex-secretário de Estado de Educação construiu sua viabilidade eleitoral com base em entregas técnicas e capilaridade em todo o território mato-grossense.
A Era Alan Porto na Seduc: Alan permaneceu no comando da Secretaria de Educação (Seduc-MT) por sete anos e três meses, atuando como peça estratégica nas gestões de Mauro Mendes e Otaviano Pivetta.
Ao passar o comando da pasta para a atual secretária Flávia, Alan Porto consolidou o período de maior transformação estrutural e pedagógica da história recente da educação de Mato Grosso. Sob sua liderança, o estado registrou um salto histórico no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), saindo da amarga 22ª posição para figurar no Top 10 nacional, ocupando o 8º lugar.
Esse passaporte de gestor, carimbado pela modernização de escolas, construção de novas unidades e melhoria nos indicadores de aprendizagem é o que sustenta sua lembrança espontânea na mente de um eleitorado que, cada vez mais, busca eficiência administrativa.
O Peso dos 30%: O que esperar daqui para frente?
A fotografia do momento mostra que a eleição para a ALMT está longe de ser um jogo jogado. Com quase um terço do eleitorado (30,09%) sem um nome definido, a capacidade de comunicação e a apresentação de resultados práticos serão os fatores determinantes. Nomes que combinam recall técnico e serviços prestados ao Estado, como o caso de Alan Porto na educação, largam com uma narrativa sólida para disputar a atenção desse mar de indecisos.
Da Redação CPANEWS / Lício Malheiros / Eleições 2026

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