Estado recebeu, pelo segundo ano consecutivo, a Comenda Governadores pela Alfabetização das Crianças na Idade Certa; índice saltou de 22% para 75%
O ex-secretário de Estado de Educação e pré-candidato a deputado estadual, Alan Porto, está comemorando Mato Grosso ter sido novamente destaque na alfabetização infantil e na redução das diferenças de aprendizagem entre alunos de diferentes contextos sociais, com a entrega, pelo Senado Federal, da Comenda Governadores pela Alfabetização das Crianças na Idade Certa.
Este é o segundo ano consecutivo em que o Estado é contemplado com a comenda. A solenidade de entrega da homenagem aconteceu na manhã desta segunda-feira (18/05), no Plenário do Senado.
Para Alan Porto, a homenagem tem um peso particular. Ele esteve à frente da Seduc-MT no período em que o Alfabetiza MT começou a ser estruturado como política estadual. O programa foi implantado em 2021, quando o índice de crianças alfabetizadas no segundo ano do ensino fundamental era de apenas 22%.
Já em 2025, Mato Grosso chegou a 75% de alfabetização, superando a meta prevista para o período e ultrapassando até o patamar projetado para 2028 no Compromisso Nacional Criança Alfabetizada.
Mais do que uma premiação, Alan vê o reconhecimento como a confirmação de uma escolha feita no início da atual gestão estadual: tratar a alfabetização como prioridade de Estado, sem disputa entre Governo e municípios.
“Não dava para aceitar aqueles 22% de alunos alfabetizados na idade certa como normal. Foi preciso chamar os municípios, organizar a formação, entregar o material, acompanhar a avaliação e, principalmente, não soltar a mão de quem estava na sala de aula”, afirma Alan Porto.
O índice saiu de 22% em 2021, passou para 42% em 2022, chegou a 56% em 2023, avançou para 61% em 2024 e alcançou 75% em 2025.
Alan lembra que os anos iniciais do ensino fundamental são responsabilidade direta dos municípios, mas que o Estado de Mato Grosso teve um papel decisivo ao apoiar tecnicamente as redes municipais por meio do regime de colaboração.
“Alfabetização não se resolve com discurso. Resolve-se com método, presença e acompanhamento. O Estado não entrou para tomar o lugar dos municípios. Entrou para ajudar, para somar, para dar condições de trabalho. Esse resultado pertence aos professores, aos gestores municipais, às equipes técnicas e às famílias. Mas ele também mostra que política pública precisa ter começo, meio e continuidade”, diz.
O desempenho dos municípios reforça essa leitura. Entre os 135 municípios mato-grossenses que aderiram ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, 77 receberam o Selo Ouro, 52 conquistaram o Selo Prata e seis foram reconhecidos com o Selo Bronze. Em fevereiro deste ano, os 142 municípios de Mato Grosso aderiram à política estadual de alfabetização.
“Quando quase todo o Estado melhora, é porque a política chegou à ponta. E chegar à ponta é o mais difícil. A criança não aprende no gabinete. Ela aprende na escola, com professor preparado, material adequado e acompanhamento próximo”, pontua.
Comitê Técnico
A seleção dos estados foi feita por um comitê técnico composto por representantes do Senado, do Ministério da Educação, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e de instituições ligadas à educação, como a Fundação Roberto Marinho, a Fundação Lemann, a Associação Bem Comum e o Instituto Natura.
A escolha é feita a partir de critérios técnicos e indicadores objetivos de desempenho, sem interferência política. O comitê avaliou quatro eixos fundamentais, com base nos dados de 2024 e 2025: resultados de alfabetização, equidade, formação de professores e regime de colaboração.
O comitê destaca que Mato Grosso apresentou avanço no ICA, passando de 61% para 75% de crianças alfabetizadas. Também apresentou resultados relevantes nos indicadores de equidade racial e socioeconômica. Em formação continuada, alcançou pontuação máxima, com ampla adesão das redes municipais aos programas de capacitação de professores e gestores. No eixo de engajamento, destacaram-se os critérios educacionais adotados no repasse do ICMS e a taxa de escolarização líquida de 90,6%.
Fonte: Assessoria de Imprensa




